Governador Tarcísio diz que Brasil preferiu tratar Maduro como companheiro

Tarcísio classificou o governo de Maduro como prejudicial para toda a América do Sul

Ele defendeu que, após os acontecimentos recentes, o Brasil adote uma postura prática
6 de Janeiro de 2026 - 11h55

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fez críticas à atuação do governo brasileiro e do presidente Lula em relação à Venezuela, afirmando que o Brasil deveria ter assumido a liderança na condução de uma transição democrática no país, mas acabou tratando Nicolás Maduro como aliado, e não como ditador. Para ele, a falta de iniciativa dos países sul-americanos abriu espaço para a intervenção dos Estados Unidos. A ministra Gleisi Hoffmann rebateu as declarações, acusando Tarcísio de cinismo por ter comemorado a ação americana.

Na avaliação do governador, ainda que os métodos adotados possam ser questionados, alguma medida era necessária, e o Brasil poderia ter conduzido o processo de forma menos brusca. Tarcísio classificou o governo de Maduro como prejudicial para toda a América do Sul e destacou que o agravamento da crise venezuelana acompanhou os períodos de poder do PT no Brasil. Ele defendeu que, após os acontecimentos recentes, o Brasil adote uma postura prática, reconheça um novo governo democrático e contribua para a reconstrução do país vizinho.