Sindicato de produtores inicia processo de expulsão de Weinstein
Americano terá a oportunidade de responder às acusações antes que o grupo tome uma decisão em novembro
A Academia das Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, expulsou Weinstein

17 de Outubro de 2017 - 09h47
O sindicato de produtores cinematográficos dos Estados Unidos abriu nesta segunda-feira um processo para expulsar Harvey Weinstein, alvo de inúmeras acusações de assédio e abuso sexual. A diretoria do sindicato (PGA, em inglês) decidiu “por unanimidade iniciar o procedimento para acabar com a participação” do outrora magnata de Hollywood. “O senhor Weinstein terá a oportunidade de responder (às acusações) antes que o sindicato tome uma decisão em 6 de novembro”, indicou em comunicado.

O produtor de 65 anos caiu em desgraça quando o jornal The New York Times publicou em 5 de outubro uma reportagem afirmando que o americano assediava atrizes e outras mulheres. Desde então, foram feitas acusações públicas, que incluem cinco de estupro.

“O assédio sexual de qualquer tipo é completamente inaceitável. Esse é um problema sistêmico e generalizado que requer a imediata atenção da indústria”, acrescentou a PGA, que criou uma comissão para investigar e propor soluções sobre a questão. A junta diretora do sindicato é composta por 20 mulheres e 18 homens.

A Academia das Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, expulsou Weinstein no sábado.

(Com a AFP)



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