BDRs de Tesla e Mercado Livre lideram preferência do investidor
Ações de empresas estrangeiras se tornaram uma excelente alternativa para os investidores brasileiros
Lucro da Tesla, de Elon Musk, avançou 389% no 3º trimestre, para US$ 1,61 bilhão

29 de Outubro de 2021 - 16h18
Há um ano, os BDRs se tornaram acessíveis ao pequeno investidor na bolsa e isso gerou uma multiplicação do volume negociado destes recibos de empresas estrangeiras aqui no Brasil. Se há dois anos o volume médio diário era de R$ 50 milhões, atualmente está em R$ 500 milhões – dez vezes a mais.

Merecem destaque entre os volumes negociados os BDRS de Tesla (TSLA34) e Mercado Livre (MELI34), que movimentaram, por dia, em média, R$ 51,931 milhões e R$ 39,462 milhões, respectivamente, nos últimos doze meses. E não é só o aumento das negociações, os BDRs de Tesla e Mercado Livre valorizaram-se, entre 20 de outubro de 2020 e o mesmo dia deste ano, nesta ordem, 103% e 17,7%.

Outros destaques em negociação são os BDRs de Amazon (AMZO34] e Apple (AAPL34), com mais de R$ 14 milhões por dia; e de Alphabet, dona do Google, (GOGL34) e Alibaba (BABA34), com mais de R$ 11 milhões por dia. Já em termos de retorno, estas grandes empresas globais registram valorização nos últimos doze meses: Alphabet (+77,9%), Apple (+24,4%) e Amazon (+5%). Dos BDRs mais negociados, apenas Alibaba tem desempenho negativo, -43,3%.

A mudança das regras do Brazilian Depositary Receipts, que completou um ano, foi um marco para a diversificação dos investimentos internacionais no país. Dessa forma, em meio ao aumento do risco fiscal por aqui, os BDRs se tornaram uma alternativa para que os investidores fujam da instabilidade econômica e política, que já derrubou o Ibovespa em mais de 10% neste ano.


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