Bolsonaro faz declaração e baixa a temperatura das tensões com STF
Em declaração à nação, presidente Jair Bolsonaro diz que nunca teve intenção de agredir outro poder
Bolsonaro baixa temperatura das tensões em Brasília após reunião com Michel Temer

10 de Setembro de 2021 - 09h40
Em uma declaração à nação divulgada nesta quinta-feira (09), pelo Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que nunca teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”. A sinalização de trégua ocorre no momento de grave crise institucional, dois dias depois do chefe do Executivo federal criticar o Supremo Tribunal Federal (STF), em especial o ministro Alexandre de Moraes, integrante da Corte, a quem chamou de “canalha” por abrir inquéritos inconstitucionais e mandar prender deputados, jornalistas e apoiadores do presidente que discordam de suas decisões. “Quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorrem do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum”, acrescenta Bolsonaro.

Em outro trecho da carta, elaborada em 10 tópicos, Bolsonaro reitera o seu respeito “pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição”. O pronunciamento oficial foi divulgado no mesmo dia em que o presidente da República enviou um avião da frota presidencial para buscar o ex-presidente Michel Temer em São Paulo.

O emedebista chegou à capital federal por volta das 11h e se reuniu com Bolsonaro e o advogado-geral da União, Bruno Bianco, em um encontro que não foi divulgado pelas agendas oficias da Presidência e da Advocacia-Geral da União (AGU). Em fevereiro de 2017, Temer, então presidente, indicou Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal – à época ministro da Justiça, Moraes ocupou a cadeira deixada por Teori Zavascki, que morreu em janeiro daquele ano após queda de avião no Rio de Janeiro.

Na publicação, Bolsonaro também reconhece que boa parte das “divergências” decorrem de “conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder não têm o direito de ‘esticar a corda’, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia”.



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