Bolsonaro recria Ministério do Trabalho e anuncia mudanças
Auxiliares não enxergam o movimento como um sinal de desprestígio ao ministro Paulo Guedes
O presidente afirmou que irá realizar uma reforma ministerial na próxima segunda-feira

23 de Julho de 2021 - 15h43
O governo federal prepara o desmembramento de parte do Ministério da Economia para a recriação da pasta do Trabalho e Previdência. Segundo informações de membros da equipe econômica, o movimento será feito como um aceno ao Centrão para acomodar o atual chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni (DEM), que deixa a pasta para a entrada de Luiz Eduardo Ramos, responsável pela Casa Civil. O general, por sua vez, será substituído pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). As negociações fazem parte da reforma ministerial anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na manhã desta quarta-feira (21), e que deve ser oficializada na próxima segunda-feira (26). Mudanças na pasta foram confirmadas pelo ministro Paulo Guedes ao comentar a arrecadação da Receita Federal no primeiro semestre. “Vamos fazer uma mudança organizacional aqui também, essas novidades vão justamente na direção do emprego e da renda.”

A equipe comandada por Guedes foi criada com ar de “superministério” ao somar as pastas da Fazenda, Planejamento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Segundo membros do time econômico, a pasta da Previdência e Trabalho, atualmente comandada pelo secretário especial Bruno Bianco Leal, é considerada um “apêndice” e não é vista como essencial. O desmembramento não foi considerado um sinal de desprestígio ao ministro Guedes. A equipe econômica considera que o núcleo do ministério — Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio —, ficará intacto. De acordo com as informações, partidos do Centrão já haviam investido contra essas pastas, mas as tentativas foram rechaçadas e a entrega delas está fora de cogitação.


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