Luis Miranda tentou intermediar compra de vacina, diz depoente
Representante da empresa Davati divulgou áudio no qual o parlamentar fala em “carga” e “produto”
Luiz Paulo Dominguetti Pereira em depoimento a CPI da COVID-19

2 de Julho de 2021 - 11h59
A CPI da Covid-19 ouviu, nesta quinta-feira (01), Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da Davati Medical Supply e denunciou um suposto pedido de propina de US$ 1 por dose da vacina da AstraZeneca para fechar contrato com o Ministério da Saúde. Ele seria ouvido inicialmente na sexta-feira (02), mas a oitiva foi antecipada após a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder ao empresário Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, que deporia nesta quinta, o direito de permanecer em silêncio.

A denúncia sobre a cobrança de propina foi revelada por Dominguetti em entrevista à Folha de S. Paulo. Segundo a sua versão, o pedido foi feito pelo ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, em um encontro no restaurante Vasto, localizado no Brasília Shopping, no Distrito Federal – Dias foi indicado ao cargo pelo ex-ministro Luís Henrique Mandetta e foi exonerado nesta quarta-feira (30).

Em nota, o laboratório afirma que não negocia imunizantes com o setor privado. “Todas as doses da vacina estão disponíveis por meio de acordos firmados com governos e organizações multilaterais ao redor do mundo, incluindo da Covax Facility, não sendo possível disponibilizar vacinas para o mercado privado ou para governos municipais e estaduais no Brasil”, diz o texto.


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