Governo Federal anuncia recursos para abrigos de idosos
Instituições devem preencher formulário online para receber auxílio
Instituições devem preencher formulário online para receber auxílio. Ação é parte da campanha Solidarize-se

24 de Junho de 2020 - 11h36
Os abrigos ou casas de idosos também contam com um auxílio do Governo Federal no enfrentamento da Covid-19. Por isso, as chamadas instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) que queiram receber o benefício precisam preencher um formulário de inscrição.

A iniciativa visa ao combate à pandemia do novo coronavírus e à conscientização em relação ao abandono afetivo, além do fortalecimento dos direitos previstos no Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03).

De acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), a ação faz parte da campanha Solidarize-se, da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (SNDPI), do MMFDH.

Campanha Solidarize-se

A campanha Solidarize-se começou em dezembro de 2019. Na ocasião, foi produzida uma cartilha sobre o abandono afetivo de idosos institucionalizados para fomentar a necessidade da adoção de uma nova postura com os idosos e a valorização das instituições que desempenham papel importante na promoção de cuidados com a pessoa idosa.

Atualmente, a ação prevê a distribuição de cestas básicas, álcool em gel, máscaras e produtos de limpeza. Também possibilita o levantamento de dados para subsidiar sugestões a projetos de lei relacionados ao tema.

Envelhecimento da população

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dão a dimensão do aumento de idosos na população brasileira. O levantamento aponta que, em pouco mais de duas décadas, 32,5 milhões de pessoas – dentre os 226 milhões de brasileiros – terão 65 anos de idade ou mais.

“Esses números nos levam a entender que precisamos mudar os conceitos e paradigmas sobre cuidado e respeito com as pessoas idosas. Também é necessário aprimorar os serviços prestados nas ILPIs de todo o Brasil e praticar o respeito e o acolhimento afetivo dessas pessoas. Depois de passarem a vida inteira trabalhando, por vezes, essas pessoas se sentem abandonadas e com seus direitos cerceados ao ingressarem em instituições de longa permanência”, enfatiza o secretário.

É preciso despertar um novo olhar da população, dos gestores e das próprias políticas públicas sobre a necessidade de abraçarmos as ações e cuidados com a população idosa, que é a mais crescente no Brasil”, afirma o secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Antonio Costa.


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