Previdência é vitória do governo, parlamento e toda sociedade
O mérito da conquista vai para o governo, mas é necessário citar o ministro da Economia, Paulo Guedes
O mérito da conquista vai para o governo, mas é necessário citar o ministro da Economia, Paulo Guedes

23 de Outubro de 2019 - 12h23
Aprovada nesta terça-feira (22) em segundo turno no plenário do Senado Federal, a reforma da Previdência é, incontestavelmente, a maior vitória do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) desde seu início. É com ela, inclusive, que o atual chefe do Executivo pode ampliar as chances de uma reeleição em 2022, uma vez que o texto era crucial para o Brasil dar certo em termos econômicos – retomada do crescimento, geração de empregos -, o que pode melhorar a avaliação de Bolsonaro a longo prazo.

O mérito da conquista vai para o governo, mas é necessário citar o ministro da Economia, Paulo Guedes, que apresentou, do zero, uma proposta ambiciosa, mesmo tendo sido questionado sobre não ter aproveitado a reforma apresentada anteriormente pela gestão do ex-presidente Michel Temer. Na época, Guedes bateu de frente e lançou um projeto com maior economia – a previsão é de R$ 800 bilhões economizados em dez anos, valor inicial de Temer, que provavelmente seria desidratado até cerca da R$ 600 bilhões.

Além do maior valor, também temos propostas mais ambiciosas, como as alíquotas mais altas para quem ganha mais e a retirada de privilégios do setor público. Guedes também tentou abrir caminho para a capitalização, neste ponto sem sucesso.

Também é necessário citar a vitória do parlamento e da sociedade. Sem o apoio desses setores, a reforma não teria sido aprovada. O Congresso Nacional, por exemplo, teve um papel fundamental, já que, mesmo quando o governo estava desarticulado, conseguiram fazer o texto continuar tramitando.

Enquanto isso, a sociedade entendeu a necessidade da mudança, com a ajuda de uma maturidade que veio sendo construída desde 2016, com a proposta de Temer, e da imprensa, que mostrou os números: as aposentadorias já concedidas e as futuras poderiam deixar de ser pagas caso a reforma não fosse efetuada.



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