HMB reforça medidas contra infecção generalizada em pacientes
A sepse precisa ser tratada como uma situação de emergência e justamente para agilizar o atendimento
Além de promover capacitação para os funcionários, também foram desenvolvidas melhorias para o atendimento

7 de Outubro de 2019 - 11h52
Durante o mês em que se comemora o Dia Mundial da Sepse, o Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran (HMB), unidade da Prefeitura de Barueri gerenciada em parceria com a SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina - promoveu palestras, desenvolveu atividades lúdicas e realizou algumas mudanças no protocolo de atendimento deste tipo de infecção popularmente conhecida como infecção generalizada.

Com base nas informações do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), sepse é resposta inadequada do próprio organismo no combate à uma infecção localizada em qualquer órgão, que pode acarretar no mau funcionamento de um ou mais órgãos e tem risco de morte quando não identificada rapidamente.

A sepse precisa ser tratada como uma situação de emergência e justamente para agilizar o atendimento dos pacientes, o HMB modificou a lista de verificação de sinais e sintomas para um padrão objetivo a fim identificar a doença de forma precoce. O protocolo foi desenvolvido para diminuir dúvidas, acelerar os processos, e principalmente nortear a conduta da equipe médica e de enfermagem.

O hospital também ampliou o serviço específico para o tratamento com a distribuição de maletas contra sepse nas clínicas médicas, nos centros cirúrgicos, na maternidade, no pronto-atendimento e nas unidades de terapia intensiva. Antes, essas maletas ficavam disponíveis apenas em dois andares.

“O objetivo dessas alterações é facilitar a adesão ao tratamento para seguir todas as etapas necessárias no menor tempo possível. Na maleta, é possível deixar todos os itens concentrados: solicitação de exames, culturas, cateter para o acesso venoso, soro, entre outros. Nosso hospital já atua 10% abaixo dos números globais de sepse, mas queremos reduzir ainda mais esse tipo de mortalidade”, destaca Paulo Tierno, especialista em medicina intensiva e diretor técnico do HMB, que reforça a importância da intervenção correta para diminuir a letalidade da doença.

Para divulgar essas mudanças, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) promoveu as palestras “Apresentação do Novo Protocolo Institucional de Sepse” e o “O que há de novo na sepse?”. E para dissipar conhecimento também de forma descontraída, foram realizadas algumas dinâmicas nos setores para médicos e enfermeiros.

Na segunda-feira (23), Priscila Dantas, coordenadora do SCIH do HMB, explicou como identificar a sepse, pontuou quais foram as mudanças do protocolo de forma prática e mostrou cada item da maleta. “A enfermagem é fundamental para reconhecer um possível paciente com sepse e informar ao médico. Nossa intenção é que com essas medidas, a abertura do protocolo seja feita em torno cinco minutos, porque quanto menos tempo, mais chances temos” comentou Priscila, que ressalta a necessidade da higiene das mãos no ambiente hospitalar para combater a propagação das infecções.

Já na quarta-feira, Daniel Bartmann, infectologista do Hospital Geral de Guarulhos e do Hospital Municipal Pimentas Bonsucesso, abordou a gravidade da doença com dados e estudos do ILAS, além de discorrer sobre manejo, sinais, sintomas e monitorização dos pacientes com sepse. “É fundamental promover eventos, palestras e capacitações, porque sepse sempre é grave e uma equipe treinada erra menos”, comentou Bartmann.

É importante destacar que qualquer tipo de infecção, mesmo que leve, pode evoluir para sepse. Mas, para diminuir as chances de infecção, é fundamental realizar a higiene adequada das mãos em qualquer ambiente, respeitar o calendário de vacinação, não fazer automedicação e evitar o uso desnecessário de antibióticos.



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