Polícia conclui inquérito e não indicia Neymar por estupro
A polícia de São Paulo decidiu não indiciar o jogador
A investigação havia sido estendida por mais 30 dias, após pedido da própria delegada no dia 1º de julho

30 de Julho de 2019 - 10h42
A delegada Juliana Lopes Bussacos, titular da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, concluiu nesta segunda-feira (29) o inquérito em que investigava a denúncia de estupro e agressão de Najila Trindade contra Neymar. A polícia de São Paulo decidiu não indiciar o jogador.

A investigação havia sido estendida por mais 30 dias, após pedido da própria delegada no dia 1º de julho. Juliana Lopes Bussacos solicitou às imagens das câmeras de segurança do hotel em Paris onde Najila Trindade e Neymar se encontraram, além do prontuário da consulta com o ginecologista da modelo. Os pedidos da delegada não foram atendidos, e ela decidiu encerrar a investigação mesmo assim.

“Algumas diligências que a delegada de polícia solicitou só poderão ser cumpridas com ordem judicial. Por isso ela fez o pedido neste momento. Ela não conseguiu requerer diretamente. Então dependemos das respostas dos órgãos solicitados. Não dá para saber se isso acontece em 30 dias”, disse à Jovem Pan a promotora de enfrentamento à violência doméstica Estefânia Paulin.

Já o Ministério Público solicitou cópia do inquérito da acusação de extorsão por parte do ex-advogado de Najila, o inquérito do suposto furto no apartamento da modelo e das imagens íntimas da mulher expostas por Neymar na internet. Todos os pedidos foram atendidos.

As promotoras do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid) ainda devem se manifestar; podem oferecer denúncia, arquivamento ou novas diligências. O MP tem até 15 dias para também se manifestar.

A delegada concederá entrevista nesta terça-feira (30) para explicar o caso. Também estarão na coletiva o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Albano David Fernandes, e o delegado titular da 6ª Seccional, Cosmo Stikovics Filho.

Relembre o caso Neymar
A modelo Najila Trindade acusa Neymar de agressão e estupro em um hotel em Paris, após os dois terem se conhecido por meio de redes sociais. O jogador pagou as passagens para que Najila fosse lhe visitar na França. O casal teria se encontra e a modelo acusa Neymar de tê-la violentado.

Najila marcou um segundo encontro com Neymar no dia seguinte ao suposto estupro e gravou. Parte das imagens vazaram e mostram a moça agredindo o jogador. A defesa da modelo afirmou que existia um vídeo de 7 minutos que provaria sua versão, porém, essas imagens nunca apareceram.

A modelo prestou queixa contra Neymar e abriu um boletim de ocorrência. Durante depoimento, Najila afirmou que pediu para Neymar parar o ato sexual e que ele forçou uma relação sem camisinha. A mulher disse também que os tapas que deu em Neymar foram um revide pelas agressões sofridas no dia anterior.

Para se defender das acusações, Neymar divulgou um vídeo em seu Instagram em que mostra as conversas que teve com Najila e as fotos que recebeu da modelo.

“Eu estou sendo acusado de estupro. É uma palavra pesada, é uma coisa muito forte, mas é o que está acontecendo no momento. (…) Muito triste escutar isso, porque quem me conhece sabe do meu caráter, sabe da minha índole, sabe que eu jamais faria uma coisa desse tipo”, disse no vídeo.

No dia 13 de junho, Neymar foi a 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, no bairro de Santo Amaro, zona sul de São Paulo, e prestou depoimento sobre o caso. As promotoras do caso afirmaram em coletiva após o encontro com o jogador que ele negou o estupro e respondeu todos os esclarecimentos.



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