Irã superou limite de urânio permitido em acordo nuclear, diz ONU
Urânio é sado para produzir combustível para reatores nucleares
O ministro de Relações Exteriores do país, Javad Zarif, havia adiantado a informação

1 de Julho de 2019 - 18h43
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que pertence à Organização das Nações Unidas (ONU), confirmou, nesta-segunda feita (1), que o Irã ultrapassou o limite de 300 kg de urânio de baixo enriquecimento que foi previsto pelo acordo nuclear de 2015. O ministro de Relações Exteriores do país, Javad Zarif, havia adiantado a informação mais cedo.

Usado para produzir combustível para reatores nucleares, o urânio de baixo enriquecimento também pode servir para a produção de armas nucleares e, por isso, o Irã aceitou um acordo de produzir uma quantidade limitada da substância. Segundo os inspetores do AIEA, esse limite foi ultrapassado em 3,67%.

“Podemos confirmar que o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, informou à Junta de Governadores que a organização verificou que as reservas totais de urânio enriquecido do Irã excederam os 300 quilogramas de UF6 enriquecido em até 3,67%”, afirmou um porta-voz da agência.

Conhecido pela sigla JCPOA (Plano Ação Conjunta Global, em inglês), o acordo inicialmente foi assinado por seis países: Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha. No ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, resolveu deixar o grupo.

Desde então, o Irã reclama que o alívio das restrições econômicas ao país, prometidas em troca da não produção de armas nucleares, foram retomadas. Assim, o descumprimento do acordo é uma forma de o Irã pressionar o grupo de nações e o próprio Trump, que, ao deixar o acordo, adotou uma série de sanções econômicas pesadas, chamadas “política de pressão total”.

*Com informações da Agência EFE



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