Moro reafirma compromisso de consolidar avanço da Lava Jato
O magistrado relatou o que foi decisivo para que ele aceitasse o convite do presidente eleito
O magistrado relatou o que foi decisivo para que ele aceitasse o convite do presidente eleito

12 de Novembro de 2018 - 10h08
Sergio Moro reiterou que não é político e está indo a Brasília para consolidar avanços da Operação Lava Jato. As declarações do futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública do Governo de Jair Bolsonaro foram dadas em entrevista à TV Globo e foram ao ar no Fantástico deste domingo (11).

O magistrado, que se encontra de férias e terá de se exonerar para assumir o cargo em janeiro, relatou o que foi decisivo para que ele aceitasse o convite do presidente eleito: “o grande motivador dessa aceitação foi a oportunidade de ir a Brasília, em posição de poder elevada, e poder implementar agenda anticorrupção e anticrime organizado. Estou indo para consolidar os avanços da Operação Lava Jato em Brasília”.

Contra as críticas de políticos de oposição e colegas do Judiciário, Moro diz que assume um cargo técnico, reafirma o desinteresse por cargos eletivos e aponta a expectativa da população: “eu posso estar sendo ingênuo, mas estou absolutamente sincero quando afirmo que estou assumindo cargo para exercer função predominantemente técnico”.

Sobre pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Lula, após a aceitação do convite para ser ministro, Moro rebateu a acusação de imparcialidade: “Eu proferi a decisão em relação ao ex-presidente Lula em meados de 2017. eu nem conhecia o presidente eleito Jair Bolsonaro”.

Na última sexta-feira, quando a entrevista já havia sido gravada, o CNJ solicitou que Sergio Moro preste informações por suposta atividade político partidária ao aceitar o convite. O juiz terá 15 dias para se posicionar.

Alinhado com bandeira de campanha dom presidente eleito, Jair Bolsonaro, Sergio Moro defendeu uma maior flexibilização para a posse de armas, ou seja, a facilitação para que a população posse adquirir e manter uma arma em casa: “eu acho que isso não pode ser muito além de uma afirmação de que quero ter uma arma em casa, não tenho antecedente criminal”.

Ao ser confrontado com o número de homicídios registrados em 2017 (62 mil casos), o futuro ministro da Justiça e Segurança não quis se comprometer com números no que diz respeito à redução dos casos de violência: “não tenho condições de me comprometer com um percentual de redução específico. Isso não é exatamente matemática”.



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