Documentos mostram obsessão de Trump com investigação
James Comey revelou conversas com o presidente, coletadas durante meses
Os legisladores que receberam os memorandos investigam possíveis negligências

20 de Abril de 2018 - 12h15
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entregou na quinta-feira à noite aos líderes de três comitês da Câmara dos Representantes os memorandos nos quais o ex-diretor do FBI, James Comey, coletou detalhes das suas conversas com o presidente Donald Trump. Os documentos revelam a obsessão do presidente com o tema da interferência russa nas eleições presidenciais americanas.

Três legisladores republicanos receberam os memorandos: o presidente do Comitê Judicial, Bob Goodlatte; o líder do Comitê de Supervisão do Governo, Trey Gowdy; e o chefe do Comitê de Inteligência, Devin Nunes. Trata-se de sete documentos que Comey redigiu desde janeiro de 2017, quando Trump tomou posse, até maio desse mesmo ano, momento no qual foi demitido pelo presidente. A dispensa ocorreu depois que Comey teria se negado a jurar lealdade a Trump na investigação sobre a ingerência russa nas eleições de 2016.

Os sete documentos são parte central sobre a apuração da chamada trama russa, que, após a demissão de Comey, passou às mãos do promotor especial Robert Mueller. Comey entregou um desses memorandos ao jornal The New York Times, que os disponibilizou em seu site, para revelar as tentativas de Trump para fechar a investigação e provocar a nomeação, como finalmente ocorreu, de um promotor especial.

Os legisladores que receberam os memorandos investigam possíveis negligências no comportamento do Departamento de Justiça e do FBI antes das eleições de 2016, sob o governo de Barack Obama.




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